Municipios do Amapá

 

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PARQUE DO FORTE
PARQUE DO FORTE

O Amapá É o mais bem preservado Estado brasileiro, que mantém intacta a quase totalidade da floresta amazônica, que cobre 90% de seu território. Desde sua ocupação, ocorrida no século XIX, não mais que 2% de seus 142,8 mil quilômetros quadrados de área foram devastados, tanto que a concentração urbana nos 16 municípios do Estado chega a 89% da população, atrás apenas de S. Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Ao sul, o Amapá faz fronteira com o Pará e, ao norte, com a Guiana Francesa, cujo divisor é o rio Oiapoque, que desemboca no oceano Atlântico, na altura do município de Oiapoque. O ponto mais setentrional do país, o Monte Caburaí, fica em Roraima, mas ali não há nenhum tipo de povoamento. Por isso, ficou consagrada a frase “Do Oiapoque ao Chuí”, para se referir à extensão do território brasileiro.

População

A estimativa para 2005, do IBGE, divulgada no dia 31 de agosto, estima uma população de 594.587 habitantes.

A capital, Macapá, concentra mais da metade da população de todo o Estado. Em 2005, o IBGE estimou a população da capital para 355.408 habitantes.

De acordo com o IBGE, a migração interna foi a principal causa desse crescimento, sobretudo pela chegada de migrantes do Pará e do Nordeste. Ainda assim, o Estado é um imenso vazio populacional com pouco mais de três habitantes por km2.

Meio Ambiente

Em agosto de 2002, o Amapá passa a abrigar o maior parque tropical do planetas, o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque, com 3,8 milhões de hectares, área semelhante à da Bélgica. O parque, que cobre a região Noroeste do Estado e a divisa com o Pará, forma um imenso corredor de biodiversidade onde estão as nascentes dos maiores rios estaduais, como o Oiapoque, o Jarí e o Araguari.

Pela mobilização de 26% da área do Estado, o governo do Amapá reivindica a compensação do Governo Federal, como melhoria do saneamento básico, deposição de lixo urbano nos municípios do entorno do parque e investimentos nas rodovias federais muito precatórios.

Às 18h de barco de Macapá fica a foz do rio Araguari, onde ocorre a maior pororoca do litoral brasileiro. Quando o mar sobe, uma onda de maré invade os rios que formam o estuário do rio Amazonas e colide estrondosamente com a massa de água doce que flui na direção contra´ria. A pororoca do Araguari avança rio adentro, durante quase uma hora e meia e arrasta tudo que estiver no leito.

Economia

Os principais produtos do Amapá estão relacionados com o extrativismo ou o manejo da floresta. São arcos e estacas de madeira, cavacos de pinus, palmito, castanha-do-pará e açaí.

O manganês, que já foi a base da economia amapaense, perde importância com o esgotamento das jazidas. Ainda assim, o Estado é o sexto produtor de ouro. As culturas agrícolas mais comuns são a mandioca, o arroz, milho, feijão e banana. Merecem destaque a pesca e a criação de búfalos.

Não existe ligação rodoviária com o restante do país. Esse isolamento aproximou o Estado de parceiros comerciais no exterior, como a Guiana Francesa e, por decorrência, com a França.


A capital

A capital é Macapá. Nesta cidade é possível passar de um hemisfério a outro apenas atravessando a linha do Equador, que corta o sul do Estado. Outros atrativos da cidade são a Fortaleza de S. José, construção portuguesa do século XVIII, e os passeios de arco pelos igarapés e pela foz do rio Amazonas.

Em 2002, Macapá ganha ainda o Museu Sacaca, a céu aberto, que reproduz a vida ribeirinha, com sítio arqueológico demonstrativo e um orquidário com bromélias e orquídeas raras. A visita pode ser feita a pé, nas trilhas. O museu faz parte do IEPA (Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Amapá), onde se estudam os fitoterápicos derivados de plantas amazônicas. O nome Sacaca homenageia um curandeiro, cujo apelido deriva de uma planta tradicionalmente usada para baixar o colesterol.

História

Pelo Tratado de Tordesilhas, a área do atual Estado do Amapá pertencia aos espanhóis. Durante a União Ibérica entre Portugal e Espanha (1580 e 1640) a região foi doada ao português Bento Maciel Parente, com o nome de Capitania do Cabo do Norte. Felipe II, rei espanhol, assim agiu para tentar fortificar a região, ponto de atração constante de holandeses, ingleses e franceses, que chegaram a instalar estabelecimentos comerciais no Amapá.

Depois da restauração (1640, quando Portugal volta a ter independência em relação à Espanha), dom João IV reconhece como válido o ato do monarca espanhol sobre a doação da capitania, e Bento Maciel Parente continua como donatário da corporação.

Embora pelo Tratado de Tordesilhas a região, na realidade, fosse espanhola, naquela área específica não houve contestação da Espanha. O difícil para Portugal foi enfrentar os franceses que tinham instalado uma praça militar em Cayenne, ao norte da então Capitania do Cabo do Norte,e não davam sossego aos portugueses, como antes da concessão a Bento Parente.

O cardeal Richelieu chegou a criar uma Companhia de Comercio, em 1633, como parte de um plano de futura ocupação ao longo dos rios Amazonas e Orenoco. A mais ousada tentativa de ocupação francesa ocorreu em 1697, quando tropas desceram de Cayenne rumo ao Amapá, ao comando do governador De Ferrolles, um empreendimento militar inicialmente vitorioso pela surpresa, mas afinal derrotado. Se não conseguisse expulsar os franceses de Macapá nessa ocasião, Portugal certamente teria perdido sua capitania, pois aquela tentativa era definitiva para os francesa.

Derrotados militarmente, tiveram de acatar diplomaticamente a derrota assinando o Tratado de Utrecht (1713), pelo qual reconheciam a soberania portuguesa na região. A preocupação com os franceses, entretanto, continuou, a ponto de em 1764 Portugal construir a Fortaleza de São José de Macapá, a maior do Brasil-Colônia, que só ficaria pronta 18 anos depois, em 1782.

Após a assinatura do Tratado de Madrid em 1750, Portugal começou a se preocupar com a exploração e a defesa da região.

Imigrantes açorianos e marroquinos iniciam sua ocupação. Com a construção da Fortaleza de S. José de Macapá, os portugueses dificultam os ataques dos franceses, estabelecidos na vizinha Guiana. Até o último quartel do século XIX, o Amapá permaneceria pouco mais que uma praça de guerra, a rigor sem atividade econômica. Por essa época, porém, foi descoberto ouro no rio Calçoene.

Com a independência do Brasil em 1822, o Amapá permaneceu ligado à Província do Pará e continuou enfrentando problemas de fronteira com a França. Os dois países disputam a região entre os rios Oiapoque e Araguari, que corresponde à quase metade da área atual do Estado.

A questão só se resolveu em 1900, com a intermediação do presidente suíço Walter Hauser, que confirmou, em 1º de dezembro, os direitos brasileiros sobre a área, que se vincula novamente ao Estado do Pará.

Território Federal do Amapá

Em 1943, o governo federal cria os Territórios Federais (13 de setembro), através do decreto-lei nº 5.812. Entre eles, o de Amapá.

Em 1944 o Amapá recebe seu primeiro governador: Janary Gentil Nunes, que prefere Macapá à cidade de Amapá como capital do novo Território.

Em 1946, com a descoberta de jazidas de manganês, em Serra do Navio, inicia-se a exploração do minério, pela Icomi (Industria e Comércio de Minérios), subsidiária da norte-americana Bethlehem Steel.

Em 1966 é implantado o Projeto Jarí (no rio Jarí, divisa com o Pará), pelo empresário norte-americano Daniel Ludwig, ligado à exploração de madeira, ao cultivo de arroz e produção de celulose. O projeto não se consolida e, em 1982, o que resta do empreendimento é assumido por empresas brasileiras lideradas pelo grupo CAEMI e pelo Banco do Brasil, sem grandes retornos..

Entre 1980 e 1990, a economia cresce bem visivelmente, com base no extrativismo mineral e vegetal e em atividades industriais.

Estado do Amapá - Em 1988, beneficiado pela nova Constituição Federal, o Amapá se torna Estado.


 
 
Amapá
Municipio de Amapá
A palavra ama
 
Laranjal do Jari
Criado pela lei federal nº 7.639, de 17
 
Calçoene
Município amapaense criado em 22 de deze